
O Cairo – PC. Uma reunião ocorreu no Cairo entre uma delegação do Movimento de Resistência Palestina Hamas, liderada por Khalil al-Hayya, e representantes do movimento Fatah, chefiados por Hussein al-Sheikh e Majed Faraj, informou a Al-Jazeera, citando fontes bem informadas.
De acordo com essas fontes, as discussões se concentraram na situação palestina e nas disposições para o período que seguirá à cessação da guerra de Israel contra Gaza.
O encontro ocorreu após conversas anteriores entre Sheikh e Faraj e o chefe da inteligência egípcia, Hassan Rashad.
A Al-Jazeera informou ainda que o Cairo deve sediar discussões mais amplas entre as facções palestinas, com o objetivo de alcançar um consenso sobre a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza.
Fontes citadas pela Quds News Network afirmaram que devem participar representantes do Hamas, do Movimento da Jihad Islâmica, da Frente Popular para a Libertação da Palestina, da Frente Popular – Comando Geral, da Frente Democrática, da Iniciativa Nacional e da Corrente de Reforma Democrática (facção de Dahlan).
Entretanto, segundo os relatos, o Fatah não participará das reuniões coletivas. Sua delegação — composta pelo membro do Comitê Central Hussein al-Sheikh, pelo vice-presidente da OLP Majed Faraj e outros — manterá conversas separadas com o chefe da inteligência egípcia, Hassan Rashad.
Um acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros entre Hamas e Israel entrou em vigor em 10 de outubro, segundo o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração apoiou a guerra genocida de dois anos de Israel contra Gaza.
Rejeição à “tutela internacional”
As conversas entre as facções devem se concentrar na formação de um programa nacional unificado que rejeite as propostas de “tutela internacional” sobre Gaza — um arranjo incluído na segunda fase do plano de Trump.
Segundo a Al-Jazeera, todas as facções concordaram em se opor a qualquer forma de controle internacional, expressando preocupação de que alguma parte palestina possa aprovar tal proposta.
A segunda fase do plano de Trump prevê, segundo informações, o envio de uma força internacional de manutenção da paz em Gaza, a retirada do exército israelense, o desarmamento do Hamas e a criação de um órgão administrativo temporário chamado “Conselho da Paz”, que operaria sob uma autoridade internacional de transição.
Os participantes também devem discutir a planejada introdução de forças estrangeiras em Gaza. As facções insistirão que tais forças, se forem implantadas, devem ser exclusivamente árabes e confinadas às áreas de fronteira, sem comprometer a soberania palestina.
Quanto à questão das armas da resistência, os representantes das facções enfatizaram que qualquer decisão sobre esse tema deve ser tomada de forma coletiva e nacional, destacando que o assunto “não está em discussão neste estágio sensível”.
