
Gaza – The Cradle. Centenas de combatentes da resistência palestina permanecem presos em túneis subterrâneos na cidade meridional de Rafah, segundo relatos da mídia israelense.
Diversas fontes afirmam que o número de combatentes gira em torno de 200.
De acordo com a emissora israelense Canal 14, cresce em Israel a preocupação de que os túneis possam conter também os restos mortais de prisioneiros israelenses falecidos, o que teria dissuadido as forças israelenses de bombardeá-los pesadamente na tentativa de destruí-los.
A emissora Canal 12 havia informado anteriormente que Tel Aviv estava considerando a possibilidade de conceder aos combatentes uma passagem segura para o território controlado pelo Hamas, caso aceitassem entregar suas armas e os corpos de outros prisioneiros mortos.
A emissora então citou um funcionário segundo o qual o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu teria “descartado” essa possibilidade.
“O primeiro-ministro mantém sua posição firme sobre o desarmamento do Hamas e a desmilitarização da Faixa, eliminando ao mesmo tempo as ameaças terroristas às nossas forças armadas”, afirmou o funcionário.
O Hamas até agora entregou os corpos de 17 prisioneiros israelenses. Israel acusou o grupo de reter os corpos e atrasar sua entrega. No entanto, a Cruz Vermelha confirmou a extrema dificuldade em localizar os corpos devido à enorme quantidade de escombros.
Usando supostas violações do Hamas como pretexto, Israel matou mais de 150 palestinos desde o início do cessar-fogo, no começo de outubro.
Um soldado israelense foi morto em Rafah em 28 de outubro. Israel respondeu matando mais de 100 pessoas em menos de 12 horas.
No início do mesmo mês, outro soldado havia sido morto em Rafah, provocando ataques violentos que mataram dezenas de civis e assassinaram diversos líderes importantes do Hamas.
A ala militar do Hamas, as Brigadas Qassam, divulgou uma declaração confirmando que perdeu contato com seus combatentes em Rafah, destruída e ocupada pelas tropas israelenses durante a guerra.
Os ataques contra soldados israelenses na área podem ter sido realizados por esses combatentes isolados, que não são capazes de se retirar para as zonas controladas pelo Hamas além da “linha amarela” sem emergir de seus túneis e serem detectados.
