Médicos estrangeiros descrevem as feridas da guerra em Gaza como “as piores já vistas”

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Gaza – MEMO. Médicos e enfermeiros internacionais que trabalharam nos hospitais da Faixa de Gaza descreveram as feridas tratadas durante quase dois anos de genocídio israelense como as mais graves que já viram em qualquer conflito moderno, de acordo com um relatório publicado pela revista norte-americana The National Interest.

Na segunda-feira, a revista publicou um estudo completo com testemunhos de 78 trabalhadores humanitários da saúde – na sua maioria provenientes da Europa e da América do Norte – documentando a natureza, a localização e as causas das feridas tratadas durante suas missões em Gaza.

Um grupo de pesquisa britânico envolvido no estudo afirmou que os dados representam a maior coleta de observações médicas sobre os ferimentos dos palestinos desde o início da guerra, sobretudo à luz da destruição generalizada do sistema de saúde de Gaza e das restrições impostas ao acesso internacional.

O principal autor do estudo, o cirurgião britânico Omar Altaji, declarou à AFP que dois terços dos profissionais de saúde participantes tinham experiência prévia em outras zonas de guerra, mas “a grande maioria descreveu as feridas em Gaza como as piores que já viram”.

Segundo os pesquisadores, médicos e enfermeiros preencheram questionários detalhados após retornarem de suas missões, que duraram entre duas e doze semanas, de agosto de 2024 a fevereiro de 2025. Suas respostas destacaram padrões de traumas extremos, incluindo ferimentos complexos por explosão, queimaduras graves, amputações e extensos danos aos tecidos.

O relatório chega em um momento em que as organizações humanitárias continuam a alertar para o colapso do sistema de saúde de Gaza, a escassez de suprimentos cirúrgicos e anestésicos e o enorme número de feridos.

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