Mídia israelense: Trump se opõe à presença do exército israelense na “linha amarela” de Gaza e solicita sua retirada

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Gaza – MEMO. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou a Israel que não apoia os planos para manter o exército israelense ao longo da chamada “linha amarela” dentro da Faixa de Gaza, e pode pressionar por uma retirada ainda maior, segundo relataram meios de comunicação israelenses.

Mensagens transmitidas aos líderes israelenses na última semana indicam que Trump está determinado a avançar para a segunda fase de seu plano para encerrar a guerra em Gaza e pretende pressionar Israel a aceitá-lo, informou o jornal Haaretz nesta terça-feira. O avanço do plano dependerá do encontro de Trump com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, previsto para o final do mês.

Após a retirada militar até a linha amarela, uma demarcação interna que coloca mais da metade de Gaza sob controle israelense, o debate público em Israel comparou a situação à criação de um “novo Muro de Berlim”, com alguns defendendo que o exército permaneça no local por longo período. Segundo o Haaretz, Trump rejeita essa visão.

O relatório afirma ainda que Washington ficou “positivamente surpresa” com o cumprimento, por parte do Hamas, dos compromissos previstos no atual acordo de cessar-fogo, incluindo a capacidade de localizar e transferir os corpos de prisioneiros israelenses, com exceção de um soldado.

Assim, autoridades norte-americanas devem pedir a Israel que retire suas forças para uma área muito mais próxima da fronteira, reduzindo o território com presença militar israelense. Avaliações militares israelenses citadas pelo jornal dizem que as violações palestinas ao cessar-fogo foram limitadas, alegando que tropas israelenses atiraram em membros do Hamas que tentavam atravessar a linha amarela principalmente para coletar informações, sem tentativas organizadas significativas de confrontar as forças israelenses. O principal ponto de atrito, afirma o jornal, permanece na área dos túneis de Rafah, onde ainda se encontram dezenas de combatentes do Hamas.

O “Conselho de Paz” internacional, encarregado de supervisionar a formação de uma nova administração tecnocrática em Gaza, deve ser anunciado entre 15 de dezembro e o Natal. Segundo o relatório, já foi alcançado um acordo sobre os candidatos para o governo de especialistas, que provavelmente incluirá indivíduos com ligações ao Hamas, bem como figuras alinhadas ao Fatah e à Autoridade Palestina.

Os planos para o envio de uma força internacional a Gaza estão provisoriamente marcados para meados de janeiro. No entanto, os países convidados a contribuir com tropas,embora concordem em princípio,estariam relutantes em prosseguir, temendo se envolver em confronto direto com o Hamas, especialmente se a missão incluir o desarmamento do movimento.

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