
Gaza – PressTV. Facções armadas apoiadas por Israel estão utilizando áreas de Gaza sob controle israelense como bases para realizar ataques contra o movimento de resistência palestino Hamas.
Sob a supervisão do exército israelense, pelo menos cinco facções anti-Hamas estão atualmente ativas dentro da chamada “linha amarela”, informou a CNN no sábado.
A linha amarela é uma fronteira militar imposta por Israel dentro de Gaza, utilizada para confiscar território, impor condições de cerco e limitar a circulação dos palestinos sob o pretexto da “segurança”.
Na prática, ela expande a ocupação pela força. Israel controla diretamente o território a leste da linha, onde permanecem apenas poucos palestinos, enquanto o Hamas mantém a autoridade sobre as áreas a oeste.
A partir dessas zonas ocupadas por Israel, as milícias realizam ataques rápidos e frequentes contra alvos do Hamas além da linha.
Um desses grupos, a chamada Counter-Terrorism Strike Force (CTSF), liderada por Hussam Al-Astal, lança incursões a partir de uma aldeia que controla na parte de Khan Yunis ocupada por Israel, no sudeste de Gaza.
Outros bandos apoiados por Israel que têm como alvo o Hamas incluem as Forças Populares de Yasser Abu Shabab no sul, o Exército Popular de Ashraf al-Mansi no norte e o Exército de Defesa Popular de Rami Hallas no centro de Gaza.
“Há coordenação entre os nossos grupos. Temos os mesmos objetivos e a mesma ideologia… Temos o mesmo propósito”, declarou Al-Astal, ressaltando o objetivo comum de “derrubar o Hamas”.
Essas facções também aspiram governar Gaza em nome de Israel depois que a resistência for eliminada. Hallas descreveu seu grupo como parte de um “projeto mais amplo para governar Gaza em nome de Israel”.
Al-Astal, da CTSF, reiterou esse ponto ao afirmar: “É um projeto muito grande, e eu faço parte dele… Nosso papel será fundamental”.
Entre essas milícias, a mais conhecida é a chamada Forças Populares, anteriormente liderada pelo contrabandista ligado ao Daesh, Yasser Abu Shabab.
Os serviços de inteligência israelenses forneceram a Abu Shabab e a seus homens armas e fundos, ordenando que saqueassem caminhões de ajuda destinados a Gaza e atribuíssem falsamente a responsabilidade ao Hamas.
O grupo também ajudou Israel a matar pelo menos 40 combatentes do Hamas que ficaram presos em túneis ao longo do lado da linha amarela controlado por Israel após o cessar-fogo de 10 de outubro de 2025.
O Hamas conseguiu matar Abu Shabab no início deste mês, mas sua organização continua operando contra a resistência.
Desde que Israel lançou seu ataque genocida contra Gaza em 7 de outubro de 2023, mais de 71.000 palestinos foram mortos e mais de 171.000 ficaram feridos, a maioria mulheres e crianças.
