Israel prepara um dossiê de inteligência para pressionar Trump a iniciar uma nova guerra contra o Irã

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Palestina ocupada – Quds News. Israel está preparando um dossiê completo de inteligência para apresentar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro previsto na Flórida com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, atualmente procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra em Gaza.

O objetivo é convencer Trump a adotar “medidas concretas” contra o Irã, segundo informou o jornal Israel Hayom. Tais medidas poderiam incluir um novo ataque militar, de acordo com o relatório publicado no domingo.

O jornal afirmou que Trump continua hesitante em relação a ações decisivas. Netanyahu pretende usar o encontro para definir uma agenda conjunta e uma coordenação mais estreita para enfrentar aquilo que Israel descreve como a ameaça iraniana.

Fontes citadas pelo jornal israelense disseram que o dossiê de inteligência irá se concentrar em várias questões, incluindo alegações sobre a retomada do programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e as atividades da Guarda Revolucionária.

O dossiê também destacará afirmações sobre o apoio do Irã a grupos armados em toda a região, que Israel classifica como terrorismo.

Segundo o relatório, Tel Aviv acredita que a queda do regime iraniano é a única solução.

Israel estaria avaliando paralelamente várias opções, incluindo medidas militares e econômicas, além de apoio à oposição interna para desestabilizar o governo de Teerã.

Esses desenvolvimentos ocorrem após o envolvimento militar direto dos Estados Unidos no início deste ano. Em junho de 2025, os EUA, sob a liderança de Trump e com o incentivo de Netanyahu, realizaram ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas.

A operação foi chamada de Midnight Hammer. Ela teve como alvos o sítio de enriquecimento de urânio de Fordow, a usina nuclear de Natanz e instalações em Isfahan.

Os ataques foram conduzidos em plena coordenação com Israel.

As forças norte-americanas utilizaram bombas GBU-57A/B Massive Ordnance Penetrator, cada uma pesando 30.000 libras. Os bombardeiros furtivos B-2 Spirit, da Northrop Grumman, executaram os ataques.

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