GMO: 1.300 violações do cessar-fogo cometidas por Israel em Gaza desde outubro de 2025

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O Escritório de Imprensa Governamental (GMO) informou que o exército de ocupação israelense cometeu graves e sistemáticas violações do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza desde que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, chegando a 1.300 infrações até hoje.

Em um relatório publicado na terça-feira, o GMO explicou que, nos primeiros 100 dias da trégua, o exército israelense realizou 430 episódios de disparos, 66 incursões em bairros e áreas residenciais, 604 ataques de bombardeio e de tiros direcionados, e 200 demolições de casas e outros edifícios..

Segundo o relatório, essas violações israelenses causaram a morte de 483 palestinos, entre eles 252 crianças, mulheres e idosos (52 por cento), e 444 civis (92 por cento). Destes, 465 foram mortos dentro de bairros residenciais, longe da “linha amarela”, representando 96 por cento do total.

O número de feridos chegou a 1.287, entre eles 752 crianças, mulheres e idosos, equivalentes a 58 por cento, e 1.277 civis, equivalentes a 99,2 por cento. Todos ficaram feridos em ataques de fogo israelenses ocorridos longe da “linha amarela” e dentro de bairros residenciais.

O relatório observou que as forças israelenses sequestraram 50 pessoas de áreas dentro de bairros residenciais e longe da “linha amarela”.

Quanto à situação humanitária, o GMO informou que o exército israelense permitiu a entrada de 25.816 caminhões que transportavam ajuda humanitária, mercadorias comerciais e combustível, de um total de 60.000 prometidos, refletindo uma taxa de conformidade de 43 por cento. Destes, 15.163 eram caminhões de ajuda, equivalentes a 59 por cento.

10.004 desses caminhões eram comerciais, equivalentes a 39 por cento, juntamente com 649 de combustível, que representavam apenas 2,5 por cento dos 5.000 que deveriam ter entrado, com uma média diária de 259 em vez dos 600 acordados.

O GMO acusou o regime de ocupação israelense de ter cometido novas violações do cessar-fogo ao se recusar a permitir a entrada dos materiais necessários para a manutenção das infraestruturas, das máquinas pesadas essenciais para as equipes da defesa civil removerem os escombros e recuperarem os corpos, e dos suprimentos médicos e de saúde vitais.

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