
Cisjordânia – MEMO. Segundo o Clube dos Prisioneiros Palestinos, com sede em Ramallah, Israel prendeu cerca de 22.000 palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém, desde o início do que foi descrito como uma guerra de genocídio.
O grupo de direitos humanos especificou que o número abrange todos os casos de prisão durante esse período, incluindo aqueles que permanecem detidos e os posteriormente libertados. Descreveu o dado como um recorde sem precedentes em apenas dois anos e meio.
O Clube destacou que o total não inclui as prisões na Faixa de Gaza, que somam milhares, nem as campanhas de prisões nos Territórios ocupados em 1948.
Em uma declaração divulgada na quinta-feira, o grupo acrescentou que as operações de prisão na Cisjordânia continuam em ritmo crescente. Especificou que pelo menos 40 palestinos foram presos entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira, incluindo quatro mulheres, uma delas menor de idade, assim como ex-prisioneiros.
A organização afirmou que as operações de prisão foram acompanhadas pelo que definiu como “violações graves e sem precedentes”. Estas incluem espancamentos severos, intimidações organizadas contra os detidos e suas famílias, danos generalizados às residências e a apreensão de veículos, dinheiro e joias de ouro.
Também acusou as forças israelenses de destruir infraestruturas, demolir as casas de familiares de prisioneiros, tomar parentes como reféns, usar detidos como escudos humanos, realizar execuções no local e utilizar as campanhas de prisão como cobertura para expandir os assentamentos na Cisjordânia.
O Clube acrescentou que extensos interrogatórios no local atingiram milhares de pessoas desde o início da guerra, acrescentando que soldados cometeram abusos durante esses interrogatórios que, segundo o grupo, não foram menos graves do que a tortura realizada nos centros oficiais de detenção e interrogatório.
