
A carta, assinada pela “Sociedade Psicológica Iraniana”, pede um exame científico dos padrões comportamentais do presidente dos Estados Unidos, que, segundo eles, representam uma ameaça direta à paz global.
Na carta, os psicólogos iranianos questionam a existência, nos Estados Unidos, de qualquer mecanismo para avaliar e garantir a estabilidade psicológica e a saúde mental do presidente em exercício.
Os autores apontam a “retórica hostil, o traço extremo de busca por atenção, a falta de empatia e o narcisismo, a impulsividade e os pensamentos delirantes, a desconexão da realidade, o desprezo pelos direitos alheios, ameaças e insultos a outras nações, contradições e comportamentos antissociais e desumanos” de Trump.
Segundo a carta, esses sinais comportamentais levantam “sérias preocupações quanto a possíveis transtornos psicológicos e de personalidade, como o narcisismo, o transtorno histriônico e o transtorno delirante”.
A carta afirma, ainda, que Trump “não está vinculado a nenhuma regra e, como um psicopata, conduziu o mundo a um abismo de fogo e destruição”.
Critica-se em particular o slogan Make America Great Again (MAGA), destacando que as políticas conduzidas sob essa bandeira “impuseram custos significativos a outras nações e intensificaram a ansiedade, o medo e a hostilidade em relação ao seu país no mundo”.
Os psicólogos chamam a atenção para a guerra de agressão em curso entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã, descrevendo-a como “uma nova forma de trauma por meio de bombardeios contínuos e assassinatos”, que terá “consequências físicas e psicológicas duradouras”.
A carta faz referência ao sofrimento psicológico do povo iraquiano, afirmando que “ainda não se recuperou do sofrimento causado pelos massacres americanos em seu país”. Quanto ao Irã, menciona o martírio de 168 estudantes do ensino fundamental em Minab e o assassinato do Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, o que, segundo eles, gerou “sofrimento e pressão sobre o povo”.
Os psicólogos expressam a esperança de que a carta possa “iniciar uma discussão construtiva entre psicólogos no Irã e nos Estados Unidos da América”, ao mesmo tempo em que destacam a responsabilidade profissional compartilhada.
“Independentemente das fronteiras geográficas, compartilhamos uma responsabilidade comum de apoiar a saúde mental da humanidade e contribuir para a paz e a justiça global”, afirma o texto.
Eles ressaltam que a análise científica desses padrões comportamentais “pode levar a uma compreensão mais profunda das consequências de tais comportamentos destrutivos que afetam a saúde mental global e ajudar a apresentar suas repercussões psicológicas”.
A carta conclui com um apelo à reflexão sobre as “responsabilidades sociais e profissionais da comunidade psicológica global nas atuais condições críticas”, observando que a comunidade psicológica no Irã permanece “profundamente comprometida com seus princípios profissionais fundamentais” e pretende compartilhar suas reflexões e preocupações sobre o papel da psicologia na manutenção da paz e da estabilidade global.
Os psicólogos iranianos afirmam que numerosos estudos demonstraram que “a estabilidade psicológica dos líderes tem um impacto direto nas principais decisões relativas ao mundo e, consequentemente, na saúde mental dos cidadãos e na paz global”.
Isso ocorre no contexto da guerra de agressão ilegal e não provocada dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que até agora causou a morte de mais de 2.000 pessoas. A agressão teve como alvo principalmente civis e infraestrutura civil.
A questão desencadeou um debate nos Estados Unidos e no exterior sobre a saúde mental de Trump, com muitos defendendo sua remoção do cargo com base na 25ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
