Adolescente e idosa mortos pelas forças israelenses. Ataques de colonos e soldados em toda a Cisjordânia

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Cisjordânia – InfoPal. Ataques militares israelenses durante a noite na Cisjordânia resultaram na morte de um adolescente e de uma idosa, além de incursões em larga escala, prisões e uma escalada de agressões de colonos contra propriedades e agricultores palestinos.
As forças coloniais israelenses também lançaram uma campanha de detenções em toda a Cisjordânia ocupada.

Haniya Hannoun, uma mulher palestina de 80 anos, foi morta na madrugada desta quinta-feira durante uma invasão israelense em sua casa, na aldeia de Al-Mazra’a Al-Gharbiya, ao norte de Ramallah, onde os soldados prenderam seu neto e agrediram os membros da família.

A idosa morreu em decorrência de espancamento brutal, sem apresentar doenças prévias, depois que os soldados atacaram ela e seus familiares durante a incursão. Seu neto, Mohammad Abbas Hannoun, foi detido antes de as forças se retirarem da aldeia.

No norte, na cidade de Al-Yamoun, a oeste de Jenin, o Ministério da Saúde palestino informou que as forças de ocupação mataram um adolescente, Murad Abu Seifein, de 15 anos.

A agência WAFA relatou que Murad foi atingido por quatro tiros na noite de quarta-feira, mas lhe foi negada assistência médica.
Soldados israelenses impediram a equipe de ambulância de levá-lo ao hospital, deixando-o sangrar até morrer na manhã de quinta-feira e, em seguida, confiscaram seu corpo. Durante a operação, franco-atiradores foram posicionados nos telhados, segundo a Al-Jazeera.

Ataques, prisões e operações militares generalizadas

As operações noturnas incluíram diversos ataques, detenções, buscas casa a casa e interrogatórios de campo em várias áreas, entre elas as aldeias de Beit Rima, Deir Ghassaneh e Al-Mughayyir, no governadorado de Ramallah e Al-Bireh, conforme reportagens da mídia palestina.

A situação foi particularmente tensa em Al-Mughayyir, a nordeste de Ramallah, onde as forças israelenses permaneceram por mais de duas horas. Fontes confirmaram que casas foram invadidas e várias transformadas em quartéis após a expulsão dos moradores, segundo Al-Arabi Al-Jadid e Al-Jazeera.

O exército israelense também utilizou tratores e escavadeiras durante uma incursão na cidade de Qatanna, a noroeste de Jerusalém ocupada.

Perto de Jerusalém, um trabalhador palestino foi ferido por tiros israelenses na cidade de Al-Ram, na noite de quarta-feira, depois que as forças perseguiram um grupo de trabalhadores perto do Muro de Separação e abriram fogo.

A Federação Geral dos Sindicatos Palestinos traçou um panorama sombrio: 15 trabalhadores foram mortos desde o início do ano devido à violência israelense, perseguições nos territórios ocupados ou quedas do Muro de Separação. A entidade também relatou a morte de 42 trabalhadores e mais de 32.000 prisões entre a população ativa desde outubro de 2023.

Intensificação do terror dos colonos e das demolições

Ao mesmo tempo, os ataques ilegais de colonos israelenses e as ordens de demolição do exército aumentaram significativamente, mirando especialmente as terras agrícolas durante a crucial colheita das oliveiras.

Colonos incendiaram oliveiras nas planícies de Turmus Ayya, a nordeste de Ramallah, e roubaram colheitas nas terras de Aqraba, ao sul de Nablus, informou o Al-Arabi Al-Jadid, citando fontes palestinas.

No governadorado de Hebron/al-Khalil, três palestinos ficaram feridos por contusões e hematomas após uma agressão de colonos a oeste da cidade de Yatta, enquanto outro idoso foi ferido em Masafer Yatta.

Em Nablus, colonos incendiaram uma casa móvel e um curral de ovelhas na aldeia de Majdal Bani Fadil.
As forças israelenses também lançaram mísseis em Rammuneh, a oeste de Jenin, provocando um incêndio em um olival.

Na Jerusalém Oriental ocupada, as autoridades israelenses forçaram o residente palestino Musa Badran a demolir sua própria casa no bairro de Al-Bustan, em Silwan.

Na área de Belém, o exército israelense emitiu ordens de demolição para nove casas habitadas e em construção na aldeia de Artas, concedendo aos proprietários 30 dias para provar a posse da terra. O exército também demoliu uma estrutura agrícola em Wadi Fukin e atacou colhedores de azeitonas na cidade de Nahhalin, junto com colonos.

De acordo com a Al-Jazeera, desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, as ações israelenses na Cisjordânia — tanto do exército quanto dos colonos — resultaram em 1.065 palestinos mortos, quase 10.000 feridos e mais de 20.000 presos, incluindo 1.600 crianças.

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