
Jerusalém/al-Quds – Wafa. O chefe da Comissão contra o Muro e as Colônias, o ministro Mu’ayyad Sha’ban, declarou que as autoridades israelenses, representadas pela chamada “Autoridade Fundiária Israelense”, emitiram um importante edital de licitação para a construção de 3.401 unidades de assentamento na área denominada E1, a leste da Jerusalém ocupada.
Em uma declaração, Sha’ban afirmou que esse passo constitui uma escalada extremamente perigosa na agressão acelerada contra as terras palestinas por meio dos planos de colonização.
Sha’ban destacou que as autoridades israelenses, de fato, passaram da fase de planejamento e aprovação para a de implementação concreta desse projeto, que representa um dos esquemas coloniais mais perigosos, mantido nominalmente congelado por três décadas.
Ele explicou que o edital chega como continuidade do plano E1, aprovado em agosto de 2025 após um adiamento que durou quase 30 anos devido às pressões internacionais.
Ele ressaltou que o início do processo de licitação significa, na prática, separar completamente Jerusalém de seu contexto palestino e ligar o assentamento de Ma’ale Adumim à cidade, no âmbito do projeto da chamada “Grande Jerusalém”, comprometendo assim qualquer possibilidade realista de estabelecer um Estado palestino geograficamente contíguo.
Sha’ban acrescentou que 2025 registrou uma escalada sem precedentes nos editais para assentamentos, com as autoridades israelenses aprovando planos para um total de 10.098 novas unidades coloniais. A maior parcela, mais de 7.000 unidades, foi destinada ao assentamento de Ma’ale Adumim, além de 900 unidades para o assentamento de Efrat em terras do governadorado de Belém, 700 unidades para o assentamento de Ariel no governadorado de Salfit, e outros editais que refletem um impulso sistemático para aprofundar o controle colonial israelense sobre as terras palestinas.
