
Gaza – PIC. A Proteção Civil de Gaza lançou um alerta sobre o rápido deterioramento da situação humanitária na Faixa, afirmando que não há abrigos nem tendas disponíveis para os desabrigados depois que quase 90% das casas foram destruídas.
A instituição destacou que a população de Gaza está enfrentando condições de vida extremamente duras com a chegada do inverno, sobretudo devido ao bloqueio contínuo da ajuda humanitária. A Proteção Civil também criticou declarações de algumas partes sobre a introdução de tendas, descrevendo-as como uma zombaria com a população sofredora de Gaza, pois não oferecem proteção real contra o frio intenso.
Segundo a Proteção Civil, a Faixa está completamente despreparada para o inverno, e as crianças correm o risco de morrer devido à falta de abrigo e de itens de primeira necessidade.
A entidade revelou ainda que apenas 24% do número acordado de caminhões entrou na Faixa com base no acordo de cessar-fogo, observando que a situação humanitária no terreno não melhorou desde a entrada em vigor da trégua.
Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, afirmou que o sofrimento da população vai além da destruição e das vítimas, estendendo-se à perda dos meios de subsistência da maioria das famílias.
Ele explicou que a guerra, que já dura dois anos, levou a uma paralisação quase total da vida econômica na Faixa, com fábricas e lojas que deixaram de funcionar.
O desemprego atingiu níveis sem precedentes, e muitos jovens e graduados agora enfrentam um futuro sem trabalho e sem esperança, acrescentou.
No mesmo contexto, o Dr. Bassam Zaqout, diretor da Medical Relief Society de Gaza, afirmou que Israel está bloqueando deliberadamente a entrada de suprimentos médicos essenciais, agravando o sofrimento dos pacientes e feridos devido à grave escassez de assistência médica.
Ele destacou a necessidade urgente de permitir a entrada desses suprimentos médicos vitais e o transporte de pacientes para fora da Faixa a fim de receberem tratamento, de modo a evitar um agravamento da atual crise humanitária e de saúde que a população de Gaza enfrenta.
