
Gaza – PIC. Um alto funcionário médico da Faixa de Gaza alertou para um desastre sanitário em rápida escalada, com mais de 70.000 casos de hepatite registrados, em meio ao colapso total dos sistemas médico e de saneamento causado pelo genocídio contínuo de Israel no enclave.
O Dr. Khalil al-Daqran, porta-voz do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, afirmou que a abertura imediata das passagens fronteiriças é uma “questão de vida ou morte”, enfatizando que milhares de pacientes precisam urgentemente de tratamento fora do território sitiado.
Ele descreveu a situação humanitária como “além de catastrófica”, observando que mais de 10.000 pessoas continuam desaparecidas sob os escombros, enquanto a identidade de mais de 68.000 mártires já foi confirmada.
Al-Daqran acrescentou que milhares de corpos ainda estão presos sob edifícios destruídos, pois as equipes de resgate não conseguem acessar diversas áreas controladas pelas forças de ocupação israelenses (IOF), além da falta de equipamentos pesados. Ele apelou aos países árabes para intervir imediatamente e ajudar na recuperação dos corpos dos mártires.
O médico revelou ainda que a ocupação israelense permitiu a entrada de apenas nove caminhões de suprimentos médicos em Gaza, número muito abaixo do necessário para suprir a imensa carência. Desde o início do genocídio, mais de 41% dos pacientes renais morreram, alertou ele, acrescentando que 67% dos suprimentos médicos essenciais estão completamente indisponíveis no sistema de saúde de Gaza.
Catástrofe ambiental e sanitária
A cidade de Gaza também enfrenta uma grave crise ambiental, com grandes quantidades de esgoto não tratado inundando as ruas, o que ameaça espalhar ainda mais doenças entre os residentes.
A crise se agravou devido ao bloqueio israelense das equipes municipais, que foram impedidas de acessar o principal aterro sanitário na área de Juhor al-Deek. Como resultado, mais de 250.000 toneladas de lixo se acumularam em toda a cidade.
A destruição de 85% dos veículos municipais durante os ataques israelenses paralisou a capacidade das autoridades locais de limpar as ruas ou controlar a crescente infestação de roedores e insetos.
Enquanto isso, a escassez contínua de água continua a agravar o sofrimento da população de Gaza, intensificando o que autoridades locais descrevem como uma das mais graves emergências de saúde pública da história moderna.
