
Gaza – InfoPal. A situação na Faixa de Gaza é devastadora, entre bombardeios israelenses em um cessar-fogo continuamente violado pelo regime de Tel Aviv, os desabamentos das poucas estruturas ainda de pé, as chuvas e o vento forte. Enquanto isso, o mainstream desviou a já escassa atenção de Gaza, endossando um acordo de paz colonial e prejudicial à população indígena, e a direcionou para os ativistas pró-Pal na Europa e na Itália. Uma vergonha dentro da vergonha. Enquanto isso, com o Board of Peace, o processo de colonização israelo-estadunidense da Faixa segue impunemente.
A Academia de Direito Internacional Humanitário de Genebra levantou a hipótese de que o número de pessoas mortas na Faixa de Gaza pode ultrapassar 200.000, citando estimativas segundo as quais a população do território diminuiu mais de 10% desde outubro de 2023 devido às operações militares em curso e à destruição generalizada que elas causaram.
Stuart Casey-Maslen, responsável pelo projeto da Academia sobre direito internacional humanitário, afirmou que os dados publicados até agora podem não refletir a totalidade das perdas humanas, observando que um número significativo de vítimas provavelmente ainda está soterrado sob os escombros e ainda precisa ser recuperado ou oficialmente documentado.
Casey-Maslen acrescentou que a queda acentuada da população de Gaza é um grave indicador da magnitude da catástrofe humanitária. Embora tenha destacado a necessidade de uma verificação independente das estimativas, afirmou que, se confirmadas, o número real de vítimas ultrapassaria em muito os dados oficiais.
Ele também observou que a reconstrução de Gaza exigirá muitos anos de esforços contínuos e investimentos de bilhões de dólares, dada a ampla destruição infligida à infraestrutura, às moradias e aos serviços essenciais.
As operações militares no território continuam apesar de um acordo de cessar-fogo, em meio a crescentes alertas sobre o agravamento das condições humanitárias devido à grave escassez de alimentos, água, moradia e serviços médicos, enquanto os residentes lutam para ter acesso aos bens de primeira necessidade.
Enquanto isso, o Ministério da Saúde de Gaza anunciou que, somente nas últimas 24 horas, os hospitais receberam oito corpos, dos quais três foram recuperados sob os escombros, além de 20 feridos.
O Ministério também informou que as violações do acordo de cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro de 2025, causaram outros 591 mortos e 1.578 feridos. Acrescentou que um número de vítimas permanece preso sob os escombros ou nas ruas, enquanto ambulâncias e equipes de defesa civil enfrentam dificuldades consideráveis para alcançá-las.
(Fontes: Quds Press, Quds News, PressTv, PIC, Al-Mayadeen; Ministério da Saúde de Gaza; Euro-Med Monitor, Telegram; créditos de fotos e vídeos: Quds News Network, PIC, Wafa, Ministério da Saúde de Gaza, Telegram e autores individuais).
