Hezbollah acusa os EUA de cumplicidade em ataque israelense no sul do Líbano

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Líbano – MeMo. O grupo libanês Hezbollah condenou, nesta quinta-feira, o ataque militar israelense contra a cidade de Blida, no sul do Líbano, acusando os Estados Unidos de “parceria e cumplicidade” na agressão.

Em um comunicado, o Hezbollah afirmou que forças israelenses “infiltraram-se na cidade de Blida ao amanhecer”, invadiram o prédio da prefeitura e “executaram o funcionário municipal Ibrahim Salameh enquanto ele dormia em sua cama”.
O grupo declarou que o incidente “confirma a brutalidade desse inimigo, sedento por morte e derramamento de sangue, sem qualquer justificativa”.

O Hezbollah vinculou a operação à recente visita da enviada norte-americana Morgan Ortagus, que presidiu uma reunião do comitê ‘Mecanismo’ — órgão encarregado de monitorar o acordo de cessar-fogo firmado em novembro passado.
A reunião foi realizada no Líbano na quarta-feira.

Segundo o Hezbollah, o ataque israelense “está sendo conduzido com parceria e cumplicidade americana”, acrescentando que **Washington ‘deu luz verde para cada escalada destinada a pressionar o Líbano a implementar projetos que não servem aos seus interesses nacionais.’”

O grupo também elogiou o presidente libanês Joseph Aoun por conclamar o exército a enfrentar as incursões israelenses, e pediu maior apoio político e material às Forças Armadas Libanesas, “a fim de fortalecer suas capacidades defensivas.”

Além disso, o Hezbollah apelou à comunidade internacional, ao Conselho de Segurança da ONU e à força de paz da UNIFIL que “assumam suas responsabilidades e adotem medidas dissuasórias para interromper a agressão israelense.”

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