
PressTV. A guerra EUA-Israel terminou em uma “vitória decisiva para o Irã”, com tanto os Estados Unidos quanto Israel admitindo uma “rendição estratégica” e recuando do campo de batalha, reconheceu o jornal israelense Maariv.
A análise veio após o anúncio de um cessar-fogo na manhã de quarta-feira, depois de 41 dias de intensos combates entre o Irã e as forças EUA-Israel.
O relatório destacou que, apesar do assassinato do Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, a estrutura política do Irã permaneceu intacta, seu programa nuclear foi preservado e o controle sobre o Estreito de Ormuz ficou efetivamente nas mãos de Teerã.
O Maariv apontou que, embora o cessar-fogo seja temporário, as negociações que devem começar ainda esta semana provavelmente verão o Irã e o Eixo da Resistência emergirem como os principais vencedores da guerra.
O relatório enfatizou a “derrota massiva” das forças dos EUA e de Israel, que traria consequências de longo prazo, particularmente no Líbano, e fortaleceria a posição regional do Irã no Golfo Pérsico nos próximos anos.
O jornal israelense também destacou que o Irã impôs um acordo em grande parte moldado por ele próprio aos Estados Unidos, rejeitando a proposta de Washington.
Ao longo da guerra, o Irã continuou a atingir alvos israelenses e americanos na Palestina ocupada e bases militares dos EUA no Golfo Pérsico, mantendo sua resiliência mesmo após 41 dias de combates.
O Maariv afirmou que a aceitação de um acordo de cessar-fogo por Teerã mostrou sinais claros de “rendição” por parte dos envolvidos ocidentais.
Ao abordar os objetivos da guerra sob a perspectiva israelense, o Maariv observou que, apesar do assassinato do aiatolá Khamenei, o sistema político do país não colapsou. Em vez disso, uma nova geração de líderes mais jovens e mais revolucionários ascendeu ao poder.
O Irã, segundo o relatório, não foi obrigado a abrir mão de nenhum de seus 450 quilos de urânio enriquecido, e quaisquer discussões sobre maior enriquecimento de urânio ficariam para negociações futuras.
As capacidades de mísseis do Irã também foram um ponto central do relatório, com Teerã não demonstrando intenção de limitar ou interromper seu programa de mísseis balísticos. Além disso, o Estreito de Ormuz foi reafirmado como um importante ativo estratégico para o Irã, onde agora poderia impor taxas a navios que transitam pela área.
O Maariv também reconheceu que a guerra teve um grande impacto sobre o Hezbollah no Líbano, afirmando que o grupo sairá mais forte da agressão, com o regime israelense tendo falhado em atingir seu objetivo de desarmar o grupo de resistência.
Internamente, o relatório destacou o choque dentro dos assentamentos israelenses, com aeroportos fechados, milhares de foguetes disparados do Irã, Iêmen e Líbano, e danos significativos no terreno.
Centenas de vítimas foram relatadas, juntamente com danos substanciais à infraestrutura.
De acordo com o ex-chefe militar israelense Gabi Ashkenazi, “o Irã disparou o último tiro”, acrescentando que, após 41 dias de combates, o Irã manteve seu poder de fogo e permaneceu firme.
“Esta guerra teve apenas um vencedor e o Estreito de Ormuz se torna uma fonte de riqueza infinita para o Irã”, acrescentou.
O Maariv também afirmou que o Irã emergiu como o claro vencedor da guerra, agora controlando o Estreito de Ormuz como uma “máquina de dinheiro”, gerando receita substancial a partir dos navios que passam pela vital via marítima.
