

Cisjordânia ocupada. Israel deu aprovação definitiva para 764 novas unidades habitacionais em assentamentos na Cisjordânia ocupada. Nas últimas semanas, as tensões se intensificaram devido ao aumento dos ataques de colonos contra palestinos.
O anúncio foi feito na quarta-feira pelo ministro das Finanças da extrema direita, Bezalel Smotrich, que descreveu a construção como parte de um “processo estratégico destinado a fortalecer os assentamentos e garantir continuidade de vida, segurança e crescimento”.
Smotrich declarou que, desde que assumiu o cargo, no final de 2022, o regime israelense aprovou mais de 51.000 unidades habitacionais nos Territórios ocupados.
A decisão provocou condenação imediata por parte de autoridades palestinas e da comunidade internacional.
Wasel Abu Yousef, membro do Comitê Executivo da OLP, afirmou: “Todos os assentamentos são ilegais e contrários a todas as resoluções da legitimidade internacional”.
A maioria dos países do mundo considera ilegais, segundo o direito internacional, os assentamentos israelenses construídos em terras ocupadas, citando numerosas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Essas expansões ocorrem em um momento de forte aumento da violência dos colonos em toda a Cisjordânia ocupada. De acordo com relatórios das Nações Unidas, somente no mês de outubro foram registrados ao menos 264 episódios contra palestinos na Cisjordânia, o número mensal mais alto desde que a ONU começou a monitorar esses incidentes, em 2006.
Os ataques incluem agressões por parte de colonos e incursões do exército israelense, que aumentaram após o início da guerra genocida israelense em Gaza, em outubro de 2023.
A violência intensificou-se durante a colheita das oliveiras, entre outubro e o início de novembro.
Organizações de direitos humanos alertam que os palestinos enfrentam ameaças cada vez mais graves à vida, ao deslocamento e à segurança, enquanto a expansão dos assentamentos e as operações militares continuam a desestabilizar a região.
(Fontes: PressTV, Quds News, PIC).
