
Gaza – PressTV. Israel demoliu mais de 2.500 edifícios na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos, em outubro passado, segundo aponta um relatório.
Citando uma análise de imagens de satélite da Planet Labs, o New York Times (NYT) informou que a maioria das demolições ocorreu em território do lado controlado por Israel da chamada “linha amarela”, que atravessa Gaza de norte a sul, dividindo o território em duas metades.
As forças israelenses deveriam ter se retirado para a “linha amarela” em outubro como parte da primeira fase do plano de cessar-fogo em 20 pontos para Gaza do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acordado com o Hamas.
“Nas imagens de satélite feitas logo após a trégua, é possível ver grupos de edifícios intactos no bairro de al-Shujaiya, que se estende ao longo da Linha Amarela. Registros da mesma área meses depois mostram que ela foi, em grande parte, reduzida a uma terra devastada”, escreveu o NYT.
As imagens de satélite mostraram que quarteirões inteiros foram apagados a partir do cessar-fogo, juntamente com terras agrícolas e estufas.
“Israel está apagando áreas inteiras do mapa”, declarou Mohammed al-Astal, analista político em Gaza, acrescentando: “O exército israelense está destruindo tudo o que encontra pela frente: casas, escolas, fábricas e estradas. Não há qualquer justificativa de segurança para o que está fazendo”.
Também Shaul Arieli, ex-comandante do exército israelense, afirmou: “Isto é destruição total”, acrescentando: “Não é uma destruição seletiva, é tudo”.
Israel já matou mais de 71.000 palestinos desde o lançamento da guerra genocida contra Gaza em 7 de outubro de 2023, após a operação Tempestade de Al-Aqsa conduzida pela resistência palestina em resposta à ocupação do regime e a seus ataques incessantes.
Um acordo de cessar-fogo foi alcançado na Faixa de Gaza em outubro passado, mas o regime de Tel Aviv continua a violá-lo, desafiando os apelos internacionais para que seja respeitado.
Relatórios da inteligência israelense vazados nas fases iniciais da guerra em Gaza sugeriam que autoridades do regime buscavam implementar um plano para transferir à força centenas de milhares de palestinos de Gaza para campos de tendas na vizinha região do Sinai, no Egito.
