Israel impede a entrega de ajuda humanitária a Gaza

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Jerusalém ocupada – PIC. Quarenta organizações humanitárias acusaram Israel de bloquear a entrega de ajuda à Faixa de Gaza por meio de um novo sistema de registro para ONGs internacionais, o que deixou dezenas de milhões de dólares em assistência retidos fora do enclave palestino.

Segundo informou o Financial Times na sexta-feira, essas organizações — entre elas Médicos Sem Fronteiras, Oxfam, People in Need e o Conselho Norueguês para Refugiados — declararam na semana passada que Israel rejeitou 99 pedidos de entrega de ajuda em Gaza nos primeiros 12 dias do cessar-fogo.

Três quartos das rejeições foram justificadas pelo fato de que essas organizações, algumas com anos de atuação em Gaza, “não estavam autorizadas” a fornecer ajuda ao território, segundo as entidades humanitárias.

Em março, Israel impôs novas regras exigindo que todas as organizações humanitárias que operam em Gaza e na Cisjordânia ocupada se registrem novamente junto às suas autoridades até o fim do ano — sob pena de terem suas licenças de operação revogadas.

“Estamos agora em um impasse”, afirmou Jan Egeland, diretor do Conselho Norueguês para Refugiados, explicando que, quando sua organização tenta enviar ajuda, as autoridades israelenses respondem: “Seu registro está em revisão. Vocês não estão autorizados a enviar ajuda.”

Nesse contexto, a UNRWA declarou que estoques de abrigos de inverno suficientes para um milhão de pessoas continuam armazenados em depósitos, já que Israel impede sua entrada em Gaza.

Enquanto isso, Aladdin al-Batta, prefeito de Khan Yunis e vice-presidente da União dos Municípios da Faixa de Gaza, alertou que “milhares de palestinos deslocados vivem em tendas precárias que não oferecem proteção contra o frio do inverno nem contra o calor do verão.”

Em entrevista à Al Jazeera, Batta afirmou que essas pessoas deslocadas vivem em acampamentos sem acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento.

De acordo com dados oficiais, 93% das tendas em Gaza já não são habitáveis, segundo o prefeito.

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