96% dos casos de “incitação” em Israel têm como alvo cidadãos árabes

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Palestina ocupada – MEMO. Quase todos os casos de suposta “incitação” abertos pela polícia israelense desde que Itamar Ben-Gvir se tornou ministro da Segurança Nacional envolveram cidadãos árabes, segundo dados oficiais divulgados após um pedido de acesso a informações apresentado pela Associação pelos Direitos Civis em Israel (ACRI).

Os números mostram que, desde dezembro de 2022, quando Ben-Gvir assumiu o cargo, a polícia abriu 710 casos relacionados a alegados crimes de incitação, dos quais 96% foram contra cidadãos árabes, enquanto apenas 4% envolveram cidadãos judeus  israelenses.

Os processos têm como base a Lei Antiterrorismo israelense, que criminaliza qualquer expressão de solidariedade ou apoio a organizações consideradas terroristas, incluindo atos como “elogiá-las” ou exibir seus símbolos — crimes puníveis com até três anos de prisão.

Os dados também revelam um aumento acentuado desses casos nos últimos três anos, especialmente após o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023.
Em 2022, foram abertos apenas 35 casos — 34 contra cidadãos árabes e 1 contra um judeu israelense.

Desde a nomeação de Ben-Gvir até outubro de 2023, a polícia abriu 54 casos, enquanto 296 novas investigações foram iniciadas entre 7 de outubro e 31 de dezembro de 2023.

A polícia não divulgou quantos desses casos foram arquivados ou resultaram em condenações, deixando incerto quantas acusações tinham base sólida.

Ben-Gvir, político de extrema direita e líder do partido Poder Judaico (Otzma Yehudit), prometeu reiteradamente adotar medidas mais rigorosas contra aqueles que chama de “apoiadores do terrorismo”.
Essa postura tem atraído fortes críticas de organizações de direitos humanos, que o acusam de usar a lei para reprimir a dissidência entre a população árabe.

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