Contra o Sionismo, de Breno Altman – Retrato de uma doutrina colonial e racista

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A questão Palestina/Israel é um assunto que recebe muita atenção pública quando há eventos violentos como o ataque do Hamas no 07/10 e o massacre cometido por Israel na Faixa de Gaza a partir de então. Contudo, é um assunto que tem bibliografia escassa em português. Essa contradição permite que poucos possam monopolizar o debate. O resultado é a construção de uma aura de complexidade singular que afasta muitas pessoas de esquerda da discussão e da solidariedade pela libertação dos palestinos. E mesmo aqueles que ousam cruzar essa linha são alvejados com críticas infundadas de antissemitismo. 

Este livro de autoria de Breno Altman faz uma precisa contribuição para o debate público em um momento oportuno. A discussão desde o 07/10 está permeada por más compreensões reforçadas pela grande mídia. Herdeiro de uma tradição judaica, comunista e antissionista, além de jornalista de grande experiência, Altman explica, em escrita rasante, os fundamentos do sionismo, da Questão Palestina e do Estado de Israel. Aponta as diferenças entre judaísmo e sionismo; demonstra como o sionismo se transformou em uma ideologia racista, 
colonial e teocrática; e coloca como o resultado é um regime de apartheid que oprime o povo palestino de diversas formas. 
A diversidade de temas que Altman levanta demonstra a óbvia complexidade da Questão Palestina/Israel, mas a objetividade com que ele narra e analisa os fatos demonstra que este assunto não deve ser tratado de forma particular por iniciados. Todas e todos aqueles solidários aos povos oprimidos e engajados no combate ao racismo e ao colonialismo tem neste livro um importante instrumento de formação para a disputa narrativa que tem impacto direto sobre o presente e o futuro de Palestina/Israel. 

Bruno Huberman, professor do curso de Relações Internacionais da PUC-SP

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