
Gaza - PressTV. Um porta-voz do Hamas condenou os contínuos ataques israelenses na Faixa de Gaza, destacando que eles ameaçam o acordo de cessar-fogo estabelecido no mês passado.
Em uma declaração divulgada na segunda-feira, Hazem Qassem alertou que a contínua agressão israelense pode levar ao colapso do acordo de trégua entre o movimento de resistência e o regime de Tel Aviv.
“O movimento cumpriu aquilo que lhe foi exigido e honrou suas obrigações, apesar das persistentes violações e ataques por parte das forças de ocupação israelenses”, afirmou Qassem.
Ele advertiu que as violações repetidas podem minar o cessar-fogo, observando que “os mediadores no Cairo foram claramente informados dessas preocupações”.
“O que está acontecendo nas áreas orientais e centrais da Faixa de Gaza é a continuação do genocídio e da limpeza étnica em larga escala”, declarou.
“As forças de ocupação intensificaram seus ataques contra civis fora da chamada linha amarela e mataram quatro civis desde as primeiras horas da manhã”, observou Qassem.
Ele afirmou que a presença da delegação do Hamas no Cairo destaca o compromisso do movimento em cooperar com os mediadores e avançar para a próxima fase da trégua.
Reconhecendo as complexidades da segunda fase, Qassem reiterou que o Hamas permanece comprometido com suas obrigações, mesmo enquanto a outra parte continua a violar o cessar-fogo.
Quanto ao papel das potências internacionais, Qassem destacou que sua responsabilidade é proteger os civis vulneráveis e garantir que as forças de ocupação prestem contas por suas ações e por suas contínuas agressões.
Ele também ressaltou que as violações continuam diariamente em Gaza.
Essas declarações foram feitas enquanto quatro palestinos foram mortos e um quinto ficou ferido pelo fogo do exército israelense na Faixa de Gaza, na segunda-feira.
O Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, relatou que os corpos de duas pessoas foram levados para a unidade após um ataque de drones israelenses na cidade de Bani Suhaila, a leste de Khan Younis.
Outras duas pessoas foram mortas por atiradores israelenses no bairro de al-Tuffah, na área leste da cidade de Gaza, segundo fontes médicas.
Um palestino também ficou ferido por fogo de artilharia perto da chamada “linha amarela”, na área de al-Shaaf, em al-Tuffah. As fontes médicas, porém, não forneceram detalhes sobre seu estado de saúde.
Diversas organizações internacionais — como a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas, a International Association of Genocide Scholars, a Anistia Internacional, a Human Rights Watch, a B’Tselem e outros grupos de direitos humanos — estabeleceram que as ações israelenses em Gaza constituem genocídio.
Nos ataques a Gaza desde outubro de 2023, Israel matou pelo menos 69.733 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças, e feriu outras 170.863.
