EUA e Israel contra a República Bolivariana da Venezuela

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L’interferenza.info. Por Stefano Zecchinelli.

O jornalista anti-imperialista Julian Assange, por meio de uma recente denúncia apresentada contra a Fundação Nobel, reiterou que o chamado Prêmio Nobel é um “instrumento de guerra” funcional à exportação da doutrina norte-americana da “guerra eterna”. Um sistema de poder, sistematizado pelos anglo-saxões, que configura na relação EUA–sionismo o vértice da pirâmide capitalista mundial.

A extremista de direita venezuelana María Corina Machado, após ter recebido o Nobel, elogiou o governo israelense de caráter fascista, uma ditadura responsável por ter consumado um genocídio em Gaza, estendendo a “guerra perpétua” à República Islâmica do Irã. Trata-se de uma nova forma de conceber as guerras, sistematizada pelos neoconservadores, que não prevê vencedores ou vencidos: o complexo militar-industrial dos EUA, do qual faz parte o lobby sionista, pretende lançar regiões inteiras do planeta no caos, destruindo as infraestruturas estatais de diversos países — do “Grande Oriente Médio” à destruição da Bacia do Caribe. Os Estados Unidos e a entidade sionista planejaram a destruição de uma parte do planeta.

Na Venezuela, em 2019, o golpe do neoliberal Guaidó foi dirigido à distância pelo Mossad: é isso que emerge das gravações da inteligência venezuelana¹. Em 2015, a TeleSur demonstrou como as manifestações antichavistas eram enquadradas pelos serviços secretos israelenses; não por acaso, os protestos eram liderados por agentes estrangeiros que se comunicavam entre si em língua hebraica. Em 2017, entrei em contato com a jornalista Ivana Cardinale que, muito gentilmente, respondeu às minhas perguntas justamente em L’Interferenza, confirmando a cooperação de longa data da CIA com o Mossad na América Latina:

“O Mossad está presente na América Latina há muito tempo. Investiga. É o guardião dos proprietários de minas de ouro, diamantes e pedras preciosas em todo o mundo, e na América do Sul há muitas, além de espionagem, treinamento e outras atividades. Eles não perdoaram a Venezuela pela expulsão de seus diplomatas e pela maldição ao Estado sionista assassino.”²

Naquela ocasião, as áreas urbanas de Caracas ocupadas por terroristas antichavistas encheram-se de inscrições em hebraico: “eu estou aqui”, uma ameaça funcional à projeção geopolítica do imperialismo israelense. Ivana Cardinale tem razão: Israel é um “Estado sionista assassino”, responsável por um infanticídio. O capitalismo transnacional, derrotado militarmente na Ucrânia pela Operação Militar Especial Z, volta-se hoje contra a América Latina: Donald Trump é um serviçal de Netanyahu, o ditador pós-moderno mais perigoso do planeta, que, doutrinado pelo Talmude Babilônico, insiste em dividir o mundo entre aristocracia e servidão.

A operação recebe o nome de “Acordos de Isaac” e visa substituir governos de centro-esquerda sul-americanos por “regimes clientes” de Tel Aviv. Escreve o analista estratégico Freddie Ponton:

“A oposição a Israel não é mais tratada como uma posição política, mas como prova de extremismo ou antissemitismo. Sionismo e judaísmo são deliberadamente confundidos, permitindo reformular críticas à política do Estado israelense como ódio. Essa narrativa fornece a justificativa moral para o isolamento, sanções e, potencialmente, para a mudança de regime.

Nesse contexto insere-se María Corina Machado, a figura da oposição venezuelana mais calorosamente acolhida pelas redes políticas israelenses e norte-americanas. O alinhamento de Machado com Israel não é retórico nem recente. Em 2020, seu partido, Vente Venezuela, assinou um acordo formal de cooperação interpartidária com o Likud, o partido no poder em Israel, liderado por Benjamin Netanyahu. O acordo comprometia ambas as partes a compartilhar valores políticos, cooperação estratégica e alinhamento ideológico.”³

Não é por acaso que Machado abriu espaço para investidores estrangeiros contra o planejamento econômico (um pouco como Al Jolani na Síria): anglo-saxões, mas também a grande burguesia judaica. Uma análise importante que encontra confirmação nas declarações do estudioso iraniano Mohammad Ali Shabani, que traçou com precisão um fio condutor entre o lobby sionista e a extrema direita venezuelana, com o objetivo de quebrar a independência energética do Sul Global:

“O lobby pró-Israel está apoiando uma mudança de regime na Venezuela como trampolim para uma guerra contra o Irã. Não é novidade nem surpresa. Mas é preocupante que o argumento seja essencialmente o de que a destruição das instalações petrolíferas do Oriente Médio não teria repercussões para a América.”

Um estudo amplamente confirmado, que transforma o sionismo em um grande problema não apenas para a Palestina, mas para o mundo inteiro.

A guerra suja de Israel é um ataque frontal ao legado político de Chávez e Ahmadinejad: a independência e a soberania dos povos contra a arrogância do imperialismo norte-americano. Donald Trump, diante do poder desmedido de Netanyahu, torna-se um homem covarde, que teme até a própria sombra.


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