L'esercito israeliano apre un'indagine su un video trapelato che mostra soldati che violentano un detenuto palestinese

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 Palestina Ocupada – Notizie Quds. O exército israelense anunciou nesta quarta-feira que iniciou uma investigação criminal sobre o vazamento, ocorrido no ano passado, de um vídeo que mostra soldados israelenses abusando e estuprando um detento palestino no notório centro de detenção Sde Teiman, localizado no deserto de Negev.

 O que se sabe

No ano passado, um vídeo vazou mostrando o estupro coletivo de um detento palestino de Gaza por guardas israelenses em Sde Teiman.
O vídeo mostra o prisioneiro sendo selecionado de um grupo maior de pessoas que estavam presas e algemadas no chão.
Ele é levado até uma parede, onde os guardas, usando escudos para esconder suas identidades das câmeras, o estupram em seguida.

O vídeo foi exibido pelo Canal 11 de Israel.
O ataque foi tão brutal que, após ser levado a um hospital, a mídia israelense informou que a vítima não conseguia mais andar.

Em 29 de julho, dez soldados foram presos pelo estupro.
Os militares pertencem a uma unidade chamada Força 100, responsável pela segurança do centro de detenção Sde Teiman, segundo o jornal Haaretz.

Em agosto de 2024, os promotores militares libertaram três dos soldados presos, somando-se a outros dois já liberados após uma audiência no tribunal militar de Kfar Yona, em 30 de julho, durante a qual colonos se reuniram em apoio aos soldados detidos.

Políticos da extrema-direita e ultranacionalistas, como o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, chegaram a afirmar que qualquer ação — até mesmo estupro coletivo — seria aceitável se realizada em nome da segurança do Estado.

A vítima sofreu fraturas nas costelas, perfuração no pulmão e ferimento retal após ser esfaqueada nas nádegas.
O tribunal proibiu a divulgação dos nomes dos acusados.

Segundo a promotoria militar, durante todo o ataque, o detento gritava de dor, sangrava pelo reto e mais tarde relatou dificuldade para respirar e dor de cabeça.

O vídeo do estupro coletivo em Sde Teiman soma-se a um corpo crescente de provas de tortura, abuso sexual e privação sistemática de comida e cuidados médicos sofridos por palestinos nas prisões israelenses.

Um relatório intitulado “Welcome to Hell” (Bem-vindo ao Inferno), publicado nesta semana pela organização israelense de direitos humanos B’Tselem, inclui entrevistas com 55 prisioneiros palestinos detidos em centros israelenses desde 7 de outubro.
Nos relatos em primeira mão, os ex-detentos — a maioria libertada sem acusação formal em diferentes partes da Palestina ocupada, em Gaza e em Israel — descrevem ter sido agredidos, insultados e abusados sexualmente pelos guardas.

Atualmente, os acusados não estão presos nem sujeitos a quaisquer restrições legais.

 E sobre o vídeo vazado?

Segundo o Haaretz, o exército israelense informou que a Advogada-Geral Militar, Yifat Tomer-Yerushalmi, foi afastada temporariamente do cargo “até que os detalhes do caso sejam esclarecidos”, em referência ao vazamento do vídeo.

O comunicado acrescenta que a decisão de abrir uma investigação criminal sobre crimes relacionados à divulgação do vídeo foi tomada “após o recebimento de novas informações” e com aprovação do procurador-geral do Estado e do chefe da divisão de investigações e inteligência da polícia.

A investigação se concentra na suspeita de que o vídeo tenha sido vazado por pessoas ligadas ao gabinete da advogada-geral militar.

Fontes policiais informaram ao Haaretz que não há indícios de que Tomer-Yerushalmi tenha vazado o vídeo pessoalmente, mas seus subordinados podem tê-lo feito.
As fontes também afirmaram que a investigação foi aberta com base em informações recentemente obtidas, ao contrário de outros vazamentos anteriores que não foram investigados.

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