
Gaza - InfoPal. Israel continua violando o cessar-fogo pelo 54º dia consecutivo, bombardeando a Faixa de Gaza, matando diariamente e destruindo o pouco que resta de edifícios ainda de pé.
O “plano de paz de Trump” é um chamariz para distrair a atenção global do genocídio israelo-estadunidense em Gaza e permitir que continue, sem grandes interferências, o projeto de ocupação e transformação da região costeira, esvaziando-a o máximo possível de seus habitantes e convertendo-a em uma empresa comercial, como várias vezes anunciado pelo presidente dos EUA e seus colaboradores.
O plano real é prosseguir, como vem ocorrendo nesses dois últimos meses, com uma guerra genocida/holocáustica de baixa intensidade, utilizando drones e artilharia, menos arriscada para os soldados de ocupação e muito menos visível mediaticamente. O restante do mecanismo genocida permanece inalterado, com a continuidade do bloqueio por todos os lados, da engenharia da fome (produzida artificialmente por meio da entrada mínima de ajuda alimentar), da destruição do que resta dos edifícios, dos obstáculos às equipes médicas e assim por diante.
A limpeza étnica genocida, portanto, prossegue, mas a opinião pública mundial — manipulada pelos meios de comunicação hegemônicos — está anestesiada e cega pela propaganda israelo-ocidental que difunde a mentira do cessar-fogo. Os leitores dos sites de notícias sobre a Palestina e sobre o genocídio diminuíram drasticamente, na ilusão de uma “paz” que é apenas uma farsa.
Uma manhã de lágrimas e dor voltou a marcar a Faixa de Gaza, enquanto Israel continua a violar o cessar-fogo, causando mais dor e mais funerais.
Na manhã de quarta-feira, explosões massivas e densas colunas de fumaça foram registradas a leste de Khan Yunis depois que aviões de guerra israelenses realizaram ataques intensos.
Tanques israelenses efetuaram ataques de artilharia.
Na cidade de Gaza, as forças israelenses explodiram alguns edifícios residenciais dentro da área da linha amarela, no bairro de al-Tuffah.
Segundo fontes médicas, dois palestinos foram mortos por tiros israelenses no bairro de al-Zaytoun, em Gaza.
Desde a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo, em 10 de outubro, 361 palestinos foram mortos, a maioria crianças, mulheres e idosos, enquanto outros 903 ficaram feridos.

O Escritório Central de Estatísticas Palestino informa que cerca de 42.000 pessoas na Faixa de Gaza sofrem ferimentos graves e incapacitantes, um número que quase dobrou em apenas um ano.

O jornalista palestino Youssef Fares escreve:
“Nas áreas orientais do bairro de Al-Tuffah, o exército de ocupação israelense encena uma versão em miniatura da guerra todas as noites.
“Ontem à noite, bombardearam casas residenciais a oeste do cruzamento de Al-Sanafour. Bombardeios e disparos também atingiram casas localizadas a dois quilômetros da chamada ‘linha amarela’.
“Estas cenas do hospital batista Al-Ahli fazem parte de um cenário diário recorrente.
“Dois palestinos foram mortos depois que um bombardeio violento atingiu sua casa enquanto participavam de um jantar. Outros familiares ficaram feridos e a casa se tornou inabitável.
“Dezenas de residentes foram obrigados a fugir e passaram a noite na rua.”
(Fontes: Quds Press, Quds News, PressTv, PIC, Al-Mayadeen; Ministério da Saúde de Gaza; Euro-Med Monitor; Telegram; créditos de fotos e vídeos: Quds News Network, PIC, Wafa, Ministério da Saúde de Gaza, Telegram e autores individuais).
