

Gaza - InfoPal. Israel continua a violar o cessar-fogo pelo 66º dia consecutivo, bombardeando a Faixa de Gaza, matando diariamente e destruindo o pouco que ainda resta de edifícios em pé. O chamado “plano de paz Trump” é uma cortina de fumaça para desviar a atenção global do genocídio israelo-estadunidense em Gaza e permitir que continue, com o mínimo de interferência, o projeto de ocupação e transformação da região costeira, esvaziando-a o máximo possível de seus habitantes e convertendo-a em um empreendimento comercial, como repetidamente anunciado pelo presidente dos EUA e seus colaboradores.
O plano real é levar adiante, como vem ocorrendo nos últimos dois meses, uma guerra genocida/holocáustica de baixa intensidade, com o uso de drones e artilharia, menos impactante para os soldados de ocupação e muito menos visível do ponto de vista midiático. O restante do mecanismo genocida permanece inalterado: continuação do bloqueio por todos os lados, da engenharia da fome (criada artificialmente por meio da entrada mínima de ajuda alimentar), da destruição do que resta dos edifícios e dos obstáculos paralisantes ao acesso a cuidados médicos, entre outros.
A limpeza étnica genocida, portanto, continua, mas a opinião pública mundial, manipulada pelos meios de comunicação hegemônicos, está anestesiada e tornada cega pela propaganda israelo-ocidental que divulga a mentira do cessar-fogo. O número de leitores de sites de notícias sobre a Palestina e o genocídio diminuiu drasticamente, sob a ilusão de uma “paz” que não passa de uma farsa.

Segundo uma fonte local, veículos militares israelenses abriram fogo a leste do campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, a artilharia israelense bombardeou a área de Al-Faluja, a oeste do campo, com a participação de helicópteros de combate.
Na manhã de hoje, aviões de guerra israelenses bombardearam as áreas orientais da cidade de Gaza. Além disso, uma série de ataques aéreos teve como alvo a cidade de Rafah, no sul, enquanto a artilharia bombardeou o nordeste do campo de refugiados de Al-Bureij, no centro da Faixa.
A artilharia também atingiu áreas a leste de Khan Yunis, no sul, e helicópteros de combate abriram fogo a leste da cidade, além da chamada “linha amarela”. Embarcações da marinha israelense também dispararam contra zonas costeiras ao largo de Khan Yunis.
A marinha israelense prende 4 pescadores e explode seu barco
As forças navais israelenses prenderam quatro pescadores palestinos ao largo do principal porto de Gaza e, posteriormente, explodiram sua embarcação.
Zakaria Bakr, chefe da União dos Pescadores de Gaza, confirmou as prisões e a destruição do barco, acrescentando que a marinha israelense matou cerca de 230 pescadores desde o início da guerra. Ele observou ainda que 28 pescadores permanecem detidos em Israel.
Segundo Bakr, Israel proibiu a entrada de motores e equipamentos de pesca em Gaza desde o início do ataque, paralisando de fato o setor pesqueiro e privando cerca de 5.000 famílias que dependem dele para sua subsistência.
Ele estimou que a indústria da pesca esteja perdendo 5 milhões de dólares por mês, com perdas totais superiores a 70 milhões de dólares desde o início da guerra, devido à destruição de portos, embarcações e equipamentos de pesca.
A União dos Pescadores afirmou que o setor sofreu uma destruição sistemática, com mais de 90% das infraestruturas, equipamentos e propriedades privadas ligadas à pesca eliminadas, no que descreveu como uma campanha para destruir esse setor econômico vital e provocar fome em milhares de famílias palestinas.
Enquanto isso, na manhã de domingo, ataques aéreos e de artilharia israelenses atingiram áreas dentro das zonas de cessar-fogo em Gaza. Testemunhas relataram bombardeios intensos, especialmente nas áreas orientais de Khan Yunis, no sul da Faixa, e na parte oriental da cidade de Gaza.
As forças navais israelenses também abriram fogo indiscriminadamente ao largo da costa de Khan Yunis, espalhando pânico entre pescadores e moradores locais.
Esses ataques fazem parte das contínuas violações do acordo de cessar-fogo com o Hamas. Desde 11 de outubro, essas violações causaram a morte de 391 palestinos e feriram outros 1.063.
Desde o anúncio do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025, as violações israelenses resultaram em 391 mártires e 1.063 feridos, com 632 corpos recuperados.
Desde 7 de outubro de 2023, o número total de vítimas do genocídio israelense chegou a 70.663 mártires e 171.139 feridos.
(Fontes: Quds Press, Quds News, PressTV, PIC, Al-Mayadeen; Ministério da Saúde de Gaza; Euro-Med Monitor, Telegram; créditos de fotos e vídeos: Quds News Network, PIC, Wafa, Ministério da Saúde de Gaza, Telegram e autores individuais).
