
Gaza - PIC. O membro da Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestino Ocupado, Chris Sidoti, confirmou que a comissão reuniu provas esmagadoras demonstrando que as forças israelenses cometeram crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio em Gaza desde 7 de outubro de 2023.
Sidoti afirmou que a investigação de dois anos, conduzida pela comissão apoiada pela ONU, baseia-se em mais de 16.000 itens de evidência verificados, incluindo fotos, vídeos e depoimentos de testemunhas, todos autenticados de acordo com os padrões forenses da ONU. O material liga diretamente unidades militares israelenses a ataques contra civis, hospitais e comboios humanitários.
Ele explicou que a comissão, estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em maio de 2021, continua coletando depoimentos de sobreviventes e testemunhas oculares, além de utilizar imagens de satélite e perícia digital para mapear violações e identificar os responsáveis.
“O trabalho da comissão vai além da documentação”, disse Sidoti. “Identificamos unidades específicas do exército israelense responsáveis por crimes graves e, em vários casos, comandantes e autoridades governamentais individuais que emitiram ordens diretas para ataques contra civis.”

Sidoti recordou que, em 21 de novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos contra os palestinos em Gaza.
Ele acrescentou que todos os relatórios da comissão são enviados tanto ao Conselho de Direitos Humanos quanto à Assembleia Geral da ONU, sendo disponíveis publicamente, rejeitando alegações de que haveria conclusões ocultas.
Segundo Sidoti, apenas o governo israelense e os Estados Unidos criticaram o trabalho da comissão, enquanto a maioria da comunidade internacional reconheceu sua credibilidade e integridade.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza indicam 68.531 palestinos martirizados e 170.402 feridos desde o início da guerra genocida de Israel, o que reforça a dimensão da destruição documentada nos arquivos da comissão da ONU.
“والله يا رب 13 نزوح” كلمات مؤلمة نطقت بها طفلة بمرارة، فيما تواصل طواقم الدفاع المدني في خان يونس نقل عدد من المصابين جراء قصف إسرائيلي استهدف خيام النازحين في محيط جامعة الأقصى بمنطقة المواصي، في ثالث استهداف تتعرض له المدينة منذ اختراق إسرائيل للتهدئة. pic.twitter.com/iE9kWYnmbx
— عبدالله العطار abdallah alattar (@abdallahatar) October 28, 2025
