Limpeza étnica – B’Tselem: mais de 1.000 mortos na Cisjordânia desde 2023

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Cisjordânia ocupada – PC. As forças de ocupação israelenses e colonos judeus ilegais mataram 1.004 palestinos na Cisjordânia ocupada desde outubro de 2023, incluindo 217 menores, segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem. Pelo menos 21 dessas mortes foram cometidas por colonos, acrescentou.

“Estamos testemunhando o total abandono das vidas dos palestinos. Israel já demonstrou ser capaz de uma violência muito maior, como vemos na Faixa de Gaza”, afirmou Yuli Novak, diretora-executiva da B’Tselem.

“A situação na Cisjordânia está piorando a cada dia e vai continuar piorando, porque não existe nenhum mecanismo interno ou externo capaz de conter Israel ou interromper sua política contínua de limpeza étnica”, destacou Novak.

Ela ressaltou que “a comunidade internacional deve acabar com a impunidade de Israel e responsabilizar aqueles que cometem esses crimes contra o povo palestino”.

Política irresponsável de “atirar para matar”

A organização afirmou que, desde outubro de 2023 — paralelamente ao genocídio em curso em Gaza — o exército israelense vem aplicando uma política cada vez mais permissiva e irresponsável de fogo aberto na Cisjordânia, incluindo o uso de ataques aéreos em áreas povoadas.

Também destacou que Israel armou e mobilizou milhares de colonos em batalhões de “defesa regional” e em equipes de resposta rápida dentro dos assentamentos.

“Nesse clima de total impunidade, colonos armados atacam diariamente palestinos, queimando casas, terras agrícolas e colheitas, saqueando propriedades e matando moradores”, disse a B’Tselem.

Nenhuma condenação pelos ataques dos colonos

Apesar de dezenas de ataques ocorrerem todos os dias — muitos filmados e totalmente documentados — as autoridades israelenses raramente abrem investigações.

“Nos 21 casos em que colonos mataram palestinos, nenhum único culpado foi condenado”, afirmou a organização.

Jovens mortos em uma incursão

No domingo à noite, um jovem palestino foi morto por tiros das forças de ocupação e de colonos ilegais durante um ataque à aldeia de Deir Jarir, a leste de Ramallah, segundo a agência palestina WAFA.

Bara’ Khairy Ali Maali, de 20 anos, foi atingido no peito quando soldados e colonos abriram fogo contra moradores que tentavam repelir o ataque. Ele morreu após ser levado ao hospital.

Na sexta-feira, três jovens palestinos foram mortos pelas forças de ocupação.

Younes Waleed Mohammad Shtayyeh, 24 anos, foi morto após o exército cercar uma casa na aldeia de Tel, a oeste de Nablus. As forças lançaram munição real e granadas ensurdecedoras ao redor da casa, ferindo Shtayyeh antes de prendê-lo. A Cruz Vermelha Palestina informou que soldados impediram suas equipes médicas de alcançá-lo, e ele foi declarado morto. O exército retém seu corpo.

Ao amanhecer de sexta-feira, durante uma incursão na cidade de Kafr Aqab, ao norte de Jerusalém, forças israelenses também mataram a tiros dois jovens:

Amr Khaled Al-Marboua de  18 anos e Sami Ibrahim Mashaikha de 16 anos.

Segundo a WAFA, os soldados invadiram a cidade, posicionaram unidades de infantaria nas ruas e colocaram atiradores nos telhados antes de abrir fogo contra os jovens.

O maior número de ataques de colonos já registrado

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou que outubro de 2025 registrou o maior número mensal de ataques ilegais de colonos israelenses desde o início do monitoramento em 2006: mais de 260 ataques resultando em vítimas, danos materiais ou ambos — uma média de oito ataques por dia.

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