
Genebra – PIC. Mais de 900 palestinos, incluindo crianças, morreram em Gaza enquanto aguardavam uma evacuação médica urgente, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Falando recentemente a partir de Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, declarou que cerca de 16.500 pacientes, entre eles 4.000 crianças, ainda precisam ser transferidos para hospitais fora da Faixa de Gaza.
Ghebreyesus alertou que cada dia de atraso equivale a “uma sentença de morte para os mais vulneráveis”, já que Gaza permanece isolada do mundo exterior apesar do cessar-fogo declarado.
Em um contexto relacionado, a autoridade de ocupação israelense (IOA) pretende deportar, na segunda-feira, os pacientes palestinos de Gaza que atualmente estão sendo tratados em hospitais de Jerusalém, juntamente com seus acompanhantes e com crianças nascidas na cidade, para um local desconhecido, segundo reportaram meios de comunicação palestinos no domingo.
A decisão diz respeito aos pacientes que ainda se encontram no hospital al-Makassed, no hospital Augusta Victoria e em hotéis próximos.
A expulsão está prevista para as 5h da manhã de segunda-feira e será realizada por meio de ônibus escoltados por veículos militares.
Fontes palestinas expressaram profunda preocupação com a segurança desses pacientes e com as condições em que ocorrerá o seu deslocamento, exortando organizações de direitos humanos, a Cruz Vermelha e as autoridades palestinas competentes a intervirem imediatamente.
Elas pediram ação urgente para garantir a proteção dos pacientes, das crianças e de seus acompanhantes contra qualquer risco potencial.
