Revista infantojuvenil aborda a história da Palestina com foco didático e humanitário

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Em novembro será lançada “A história da Palestina para crianças”, uma revista infantojuvenil que tem como proposta apresentar, de forma didática e acessível, a trajetória milenar da Palestina. A publicação busca explicar às novas gerações os acontecimentos históricos e políticos que moldaram o território e o povo palestino, desde suas origens até a realidade contemporânea marcada por ocupação, apartheid e genocídio.

A iniciativa parte do departamento editorial do grupo Arresala de Comunicação, instituição que há anos atua na divulgação de conteúdos culturais e educativos sobre o Islã e o Oriente Médio. Segundo o editor Haj Nasser Khazraji, diretor do grupo, o principal objetivo é oferecer às crianças informações claras e contextualizadas sobre o que é a Palestina, seu povo e sua história.

“Essa geração que está vendo o genocídio ocorrer se defronta com uma situação tão cruel e viu esse lado cruel de Israel nos últimos dois anos, mas ainda precisa conhecer a história”, explica Khazraji.

A revista, que terá tiragem de 5 mil exemplares distribuídos gratuitamente, será também disponibilizada em formato digital, com possibilidade de distribuição ampliada para escolas de todo o Brasil em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O material é baseado em uma cartilha lançada em 2020 e foi atualizado a partir dos eventos de 7 de outubro de 2023, quando o conflito em Gaza se intensificou, resultando em milhares de mortes civis palestinas.

A Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) também colaborou na produção. Para seu presidente, Ualid Rabah, o projeto tem um valor educativo e social profundo, especialmente em um contexto no qual o tema é pouco abordado — ou até distorcido — nos materiais escolares brasileiros.

“O primeiro objetivo é levar ao conhecimento das crianças algo que a escola e os livros didáticos não oferecem. Às vezes, bem ao contrário, apresentam uma visão distorcida da Palestina. Quando uma criança conhece a verdade, ela se livra da falsificação”, afirma Rabah.

Rabah também destaca a dimensão ética e humanitária da iniciativa, lembrando que as crianças palestinas são hoje as principais vítimas do conflito.

“As crianças precisam saber que as também crianças, mas palestinas, estão sob extermínio”, acrescenta.

Para o professor Khazraji, educar as novas gerações sobre a história e os direitos do povo palestino é um ato de resistência e esperança. Ele acredita que as crianças de hoje têm a missão de preservar essa memória e continuar a luta por justiça e liberdade, ainda que confie que a emancipação palestina não tardará a chegar.

Com um caráter educativo, cultural e político, “A história da Palestina para crianças” surge como um instrumento de conscientização e solidariedade, buscando formar leitores críticos e sensíveis diante das desigualdades e injustiças no mundo. Mais do que uma publicação informativa, a revista se propõe a ser um ato pedagógico de empatia e verdade histórica, aproximando as crianças da realidade palestina e das lutas por autodeterminação e dignidade.

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