Trocas de mísseis se intensificam entre Teerã e Tel Aviv enquanto Israel ameaça o Conselho de Liderança iraniano

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Teerã. A guerra da Coalizão Epstein (EUA-Israel) contra o Irã entrou em seu décimo dia, com contíncas trocas de mísseis entre Teerã e Tel Aviv e crescentes tensões políticas em torno da seleção do sucessor do falecido Líder Supremo do Irã.

O Irã lançou uma nova onda de mísseis nas primeiras horas de domingo, tendo como alvo áreas no sul de Israel, o Negev, a Grande Tel Aviv, Jerusalém e Haifa.

A mídia israelense informou que um míssil caiu em uma área aberta no sul sem vítimas diretas, e 22 pessoas sofreram ferimentos leves enquanto corriam para os abrigos.

As Guardas Revolucionárias iranianas declararam que a 27ª onda da Operação “True Promise 4” foi realizada utilizando mísseis e drones contra o que descreveu como posições israelenses e americanas.

Em resposta, Israel lançou uma nova série de ataques aéreos sobre Teerã e as áreas ao redor.

Autoridades iranianas afirmaram que os ataques noturnos tiveram como alvo quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro logístico de combustível em Teerã e na província vizinha de Alborz.

As autoridades declararam que as estruturas foram danificadas, mas que os incêndios foram colocados sob controle.

No centro do Irã, o Crescente Vermelho iraniano informou que os ataques israelo-americanos em Isfahan mataram 11 pessoas, enquanto equipes de resgate continuavam os esforços para auxiliar os feridos e avaliar os danos.

Enquanto isso, segundo fontes citadas pela Axios, os Estados Unidos e Israel teriam discutido a possibilidade de enviar forças especiais ao Irã para apreender estoques de urânio altamente enriquecido.

No plano político, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian pediu desculpas aos países da região pelos ataques iranianos realizados durante a semana passada, mas insistiu que o Irã “não se submeterá à injustiça”, advertindo que Teerã responderá a qualquer ataque e alertando contra o uso do território de outros países para lançar ataques contra o Irã.

Segundo relatos, a Arábia Saudita disse a Teerã que prefere uma solução diplomática para o conflito, mas que poderá responder da mesma forma caso os ataques iranianos contra o reino ou seu setor energético continuem.

Em Washington, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou não estar interessado em negociações com o Irã, sugerindo que a guerra poderia continuar “até que o exército iraniano e a liderança política desapareçam”.

(Fontes: PIC, Quds News).

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