Trump pede ao presidente israelense que conceda perdão a Netanyahu no caso de corrupção

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Palestina ocupada – PressTv. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao presidente israelense que conceda perdão ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em um gesto amplamente considerado uma interferência política em favor de um aliado em dificuldade, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra a humanidade.

O gabinete presidencial israelense confirmou na quarta-feira, por meio de um comunicado, que Trump enviou uma carta ao presidente Isaac Herzog, exortando-o a arquivar o processo judicial contra Netanyahu.

“Peço formalmente que seja concedido perdão total a Benjamin Netanyahu, que foi um primeiro-ministro de guerra formidável e resoluto”, escreveu Trump nas redes sociais.

O presidente norte-americano elogiou as políticas agressivas de Netanyahu em relação ao Irã, dizendo que isso por si só seria motivo suficiente para cancelar as acusações de corrupção.

“Embora respeite plenamente a independência do sistema judiciário israelense e seus procedimentos, acredito que este ‘caso’ contra Bibi — que lutou ao meu lado por muito tempo, inclusive contra o difícil adversário que é o Irã — é uma perseguição política injustificada”, acrescentou Trump.

Netanyahu é acusado de fraude, corrupção e abuso de confiança em três processos judiciais distintos, abertos durante o primeiro mandato de Trump.

Em resposta, Herzog recusou-se a tomar posição, afirmando que qualquer pedido de perdão deve seguir os procedimentos formais.

“O presidente deixou claro em várias ocasiões que qualquer pessoa que deseje um perdão deve apresentar um pedido formal, de acordo com os procedimentos estabelecidos”, diz o comunicado.

Não é a primeira vez que Trump pressiona Herzog a perdoar Netanyahu. Em 13 de outubro, durante um discurso na Knesset, ele declarou:

“Tenho uma ideia: por que não concedem perdão a Netanyahu? Quem se importa com charutos e champanhe?”,
numa referência aos presentes ilegais recebidos pelo premiê israelense.

Trump também defendeu Netanyahu nas redes sociais. Em 26 de junho, escreveu no Truth Social:

“Estou chocado ao saber que Israel, liderado com força por Bibi Netanyahu, continua sua ridícula caça às bruxas contra seu grande primeiro-ministro de guerra!”

“O julgamento de Bibi Netanyahu deveria ser CANCELADO IMEDIATAMENTE, ou então ele deveria receber um perdão: é um grande herói que fez tanto por [Israel]… Os Estados Unidos salvaram Israel, e agora serão os Estados Unidos que salvarão Bibi Netanyahu”, acrescentou.

Enquanto isso, Trump continua sua onda sem precedentes de concessão de perdões a aliados políticos e empresários, incluindo centenas de apoiadores do movimento MAGA, um magnata das criptomoedas ligado a uma empresa da família Trump, e políticos desacreditados, entre outros com possíveis benefícios políticos ou financeiros.

O próprio Trump responde a diversos processos judiciais.
Em 30 de março de 2023, foi indiciado em Nova York por 34 acusações de falsificação de registros comerciais, sendo condenado em 30 de maio de 2024.

Em agosto de 2023, também foi acusado no condado de Fulton, na Geórgia, sob a lei estadual de combate ao crime organizado (RICO), por suas tentativas de reverter o resultado das eleições presidenciais de 2020.

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